INOVAERO consolida Salvador como novo polo estratégico da inovação aeroespacial brasileira

Evento reuniu ministro da Defesa, Força Aérea Brasileira, SENAI CIMATEC, empresas e instituições de pesquisa para impulsionar o desenvolvimento do setor aeroespacial e de defesa no Nordeste Salvador sediou, na última sexta-feira (12), a primeira edição do INOVAERO – Encontro de Inovação Aeroespacial, iniciativa do Comando da Aeronáutica em parceria com o SENAI CIMATEC e […]

INOVAERO consolida Salvador como novo polo estratégico da inovação aeroespacial brasileira
15 de junho de 2026

Evento reuniu ministro da Defesa, Força Aérea Brasileira, SENAI CIMATEC, empresas e instituições de pesquisa para impulsionar o desenvolvimento do setor aeroespacial e de defesa no Nordeste

Salvador sediou, na última sexta-feira (12), a primeira edição do INOVAERO – Encontro de Inovação Aeroespacial, iniciativa do Comando da Aeronáutica em parceria com o SENAI CIMATEC e a FIEB, que reuniu representantes do Governo Federal, da Força Aérea Brasileira (FAB), da indústria, da academia e de instituições de fomento para fortalecer o ecossistema aeroespacial brasileiro e consolidar o Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA) como um dos principais ambientes de inovação do país.

O evento contou com a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, além de autoridades civis e militares, representantes do Governo do Estado, membros do Alto-Comando da Aeronáutica, executivos da indústria nacional e internacional e representantes de instituições de fomento e pesquisa. Na ocasião, foram assinados acordos de cooperação entre o Comando da Aeronáutica, o SENAI CIMATEC, a Polícia Civil da Bahia e cinco empresas do segmento aeroespacial.

Para o ministro da Defesa, a iniciativa representa um passo importante para a descentralização do desenvolvimento tecnológico e industrial do país. “O SENAI CIMATEC é um grande parceiro nessa construção. Estamos plantando no Nordeste um projeto que tem potencial para se tornar um dos maiores polos aeronáuticos do Brasil. Isso significa descentralizar oportunidades, aproximar o desenvolvimento das pessoas e fortalecer uma indústria de defesa capaz de gerar novas tecnologias, empregos qualificados e conhecimento para a Bahia e para todo o país”, destacou.

Mostra de drones e sensores

O evento também contou com uma mostra tecnológica e demonstrações aéreas promovidas por empresas brasileiras do setor, além da exposição de soluções voltadas para sistemas autônomos, inteligência artificial, sensores avançados, logística, materiais estratégicos e tecnologias de uso dual, com aplicações tanto civis quanto militares.

Segundo o Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, comandante da Aeronáutica, a proposta do INOVAERO é acelerar o desenvolvimento das capacidades tecnológicas nacionais por meio da integração entre os diversos atores do setor. “O intuito do INOVAERO é justamente potencializar essa capacidade para que nós possamos desenvolver a nossa indústria, principalmente na área de tecnologias emergentes”, afirmou.

O evento também foi marcado pela formalização de acordos e parcerias estratégicas voltadas à pesquisa, desenvolvimento, testes, prototipagem, produção e formação de profissionais especializados, fortalecendo a articulação entre os diferentes atores do ecossistema de inovação.

Posicionamento em inovação

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, o avanço do Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia representa uma oportunidade inédita para a economia baiana. “Esse parque representa para a economia e para a indústria da Bahia a perspectiva do desenvolvimento de um novo vetor que não tínhamos aqui na região e que agrega valor à nossa economia”, destacou.

A avaliação é compartilhada pelo diretor-geral do SENAI CIMATEC, Luis Breda. “Existe um ecossistema baiano estruturado. O CIMATEC tem um papel muito relevante nesse contexto e o PITA-BA faz parte de uma plataforma já existente, com grande potencial de crescimento”, afirmou.

Durante o encontro, representantes do Ministério da Defesa, da Aeronáutica, do setor produtivo e das instituições de pesquisa reforçaram a importância estratégica do PITA-BA para ampliar a capacidade tecnológica brasileira, fortalecer a soberania nacional e estimular a atração de investimentos em áreas consideradas prioritárias para o futuro da economia e da defesa.

Na avaliação do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, a consolidação do parque aeroespacial baiano poderá posicionar o Nordeste como um dos principais vetores de inovação do país. “Queremos construir uma indústria de defesa cada vez mais forte e capaz de impulsionar novas tecnologias. O que está sendo desenvolvido aqui será um grande laboratório de inovação, com potencial para exportar tecnologia, gerar empregos qualificados e ampliar a competitividade do Brasil no cenário internacional”, concluiu.

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